Não entendo e não compreendo a dificuldade que as pessoas tem de apenas estar com alguém, por que a necessidade de racionalizar, de complicar, de criar coisas além do que existe, me deixam muito confusa. Se é bom estar com alguém, é apenas bom estar com alguém, isso não quer dizer que quer namorar, casar, se apaixonar, amar ou sei lá o que. É mais simples, apenas só se quer estar com alguém em alguns momentos. Isso não quer dizer que são em todos os momentos. Não é bom ter a companhia de alguém que se gosta de estar? Por que isso acaba se tornando maior do que é? Por que não se pode apenas viver isso, o instante, o momento. Parece que as pessoas carregam consigo a obrigação e o dever de que se deve exirtir mais que isso no meio de um encontro entre duas pessoas. É claro que quando se gosta de alguém, se está apaixonado ou quando se ama, queremos mais sim, mas não me refiro a esses casos, e sim apenas a um gostar de estar com alguém. Parece um medo de prever o que pode acontecer, mas falo do antes disso, do estar, apenas, nada mais.
Ps.: Esse texto é uma resposta ao David, realmente estava me repetindo na temática, melhor assim?
"Vocês artistas, não devem criar um muro de divisão entre vocês e o mundo. Desta forma só fazem com que fiquem fora dele!" (Brtold Brecht)
A velocidade do tempo , as vezes me assusta. Se por um lado existe o eterno, o seguro, o cômodo, o estável, por outro existe o descartável, o perecível, o instante, o intenso. Aquela vontade de viver o melhor e não ficar com o que sobrar, com o que passar disso. Apenas o melhor de tudo. Começou a perder a graça, já não interessa. Este é o mundo em que vivemos, por isso é cada vez mais difícil manter um relacionamento "eterno" (se é que isso existe mesmo), pela maneira como tudo se tornou descartável, perecível, veloz. Mas vejo graça nisso tudo, é a possibilidade de ter pra si apenas o que se quer, nada mais. Nada de prorrogar coisas que te fazem mal, nada de tentar relevar, empurrar com a barriga. Não. Aqui as coisas são mais velozes. mas ainda há os que vivem na comodidade, e não posso negar que a segurança traz uma espécie de prazer, sim, mas me cansa, me da preguiça, medo. Tenho medo do que parece permanecer, simplesmente porque com o tempo a permanência se torna uma obrigação. Prefiro a velocidade, prefiro viver o momento exato que as coisas devem durar, nem mais, talves um pouco menos, pra não correr o risco de passar da medida. Quero viver a paixão fulminante, seja por mim, pelo meu trabalho, pelo meu companheiro, pelos meus amigos, por tudo que faço, viver o melhor, porque hoje não me cabe nada além disso... As vezes me sinto fora deste mundo, as vezes dentro.
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