Difícil de esquecer
    Como é difícil esquecer alguém, e falo sobre alguém por quem estamos apaixonados, alguém realmente especial, encantador, interessante e adimirável. Assim é mais difícil ainda, principalmente quando vivemos muito pouco perto do que gostaríamos de ter vivido ao lado dessa pessoa, porque quando já vivemos o bastante, se pensa que talvez não tivéssemos muito mais a viver, o outro se torna previsível, desinteressante, mas com aquele que quase nada se viveu, fica um gostinho de quero mais, de dividir, de sonhar junto, de trocar planos e viver muito mais ao lado. E como fazer pra esquecer alguém que você quer muito? Nossa que difícil! Conhecer outras pessoas, viver outras coisas, dançar (ajuda bastante), cantar, estar em cena, ler, estudar, trabalhar, mas quando vejo, tun tun, o coração bate mais forte, acelera, o sorriso vem, abraço, aperto, beijo, ai ai, é bom viver isso de novo, mas dói.
Pequenos milagres
  Assisti a um filme, que não me recordo o nome em que um dos personagens afirmava acreditar em pequenos milagres, e eu constatei na época, acredito em pequenos milagres. E quando menos espera, acontecem, assim como um pé de jabuticaba em setembro, em que meses antes não oferece nenhum fruto e de repente... è uma cor, uma dança, uma bebida saborosa, uma companhia, um abraço, um toque, um beijo, um carinho, uma conversa, um perfume, um sorriso, uma gentileza, uma surpresa, os milagres se escondem dentro das surpresas, mas se todos eles acontecem juntos e numa única noite, não deveria se chama um pequeno grande milagre? Acho que sim, rsrsrsrs. Pequenos milagres são especiais e surgem como epifanias, talvez não voltem a acontecer, não dessa forma, mas da cor a uma quarta feira qualquer.
É preciso escrever
  Sobre o platônico... tudo que tenho a dizer é que não me pertence, não nesse momento que estou vivendo, no qual as coisas concretas me cercam, os fatos, o que existe de fato. O platônbico seduz, é apaixonante, confortável, bem distante do que é real, por isso é imcomparável, nada o vence, porque ele é perfeito. E quem não deseja a perfeição? O mito. Desde que o homem é homem, lá está ele criando seus próprios mitos para seguí-lo, para desejá-los, para alcançá-los. Mas repito, o platônico neste momento não me pertence e me atormenta, então digo e repito e grito que não o quero!!! Não quero!!! A constatação tardou, mas chegou. Já era hora. No todo foram três meses, que existiram, mas o que se criou em torno disso acaba aqui.
Aos deuses do Teatro
    Eles existem, cada dia tenho mais certeza disso. Com os 120 dias, agora com Lisístrata, poderia até defender uma tese de tantos fatos e comprovações de que quando se pisa no palco e abre a cortina, tudo acontece. Se estiver doente passa, a dor de cabeça desaparece, esqueceu o texto vem uma luz, faltou um objeto, não importa a peça acontece, envolvida por uma proteção inexplicável. Somos em 27 na faculddae e todos estavam lindos, brilhando em cena. Não se percebe o que passamos, as desavenças, desagrados pessoais, falta de dedicação ou de amor como já disse aqui antes, tudo desaparece para acontecer a magia do teatro. Viva Dionísio, viva Baco e que sempre seja assim!
Maratona Teatral
  De quinta feira dia 08/06 a 18/06 farei 14 apresentações de teatro, sendo 8 dos 120 dias de Sodoma e seis de Lisístrata pela faculdade, são onze dias sem parar. Em doze anos de profissão nunca vivi isso e talvez seja difícil viver novamente uma maratona como essa. Apesar disso, insisto em ir às festinhas dos Satyros e me nego a ficar de molho descansando em casa. Sou teimosa. E adoro uma farra com os amigos. Só passei mesmo pra registrar esse fato.
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