Teoria: gentilezas de um homem
Ontem atormentei dois amigos, Déda Cabral e Heitor Saraiva, com mais uma nova teoria, se trata da gentileza dos homens, vou explicar melhor. Fiquei pensando que por mais que um homem ht (heterosexual) possa se gentil com uma mulher, ele colocará muitos limites, essa gentilieza se restringirá à mulher de seu desejo. Já um homem gay não se poupará ao ser gentil com o ser cobiçado e todos ao seu redor, tudo para agradar, claro, o ser desejado, mas fará de tudo. Vou exemplificar, está meio confuso. Ontem um amigo que mora na Paulista, disse que iria assistir minha peça e que depois seu companheiro me levaria em casa pra dar tempo de conversarmos mais. Detalhe, moro no alto da móoca. Parece bobo o exemplo, mas eu já fui muito paparicada por companheiros de amigos meus, contas pagas, presentes de viagens para o exterior, casas emprestadas etc. Para justificar o excesso de cavalheirismo dos homens gays, criei uma teoria (enfim a teoria), de que os gays são assim por puro machismo, é a maneira que eles encontram de serem mais homem que seus companheiros. è pra se pensar...
Ps.: Heitor Saraiva disse que minha teoria faz sentido.
Dia de decisão
Hoje. Dia difícil. Decisão. Divisor de águas. Escolhas. Tudo ficou pra trás. Um passo à frente. Foco. Felicidade. Eu quero é mais, muuuito mais!!! Eu quero o mundo só pra mim! E a certeza de que tudo pelo que passamos faz parte do que somos hoje, agradeço à todos o aprendizado e a amizade. Amo cada um de vocês e sentirei muuuita saudade, de verdade! Obrigada por passarem pela minha vida, porque por isso sou quem eu sou! Agora sim, atriz e professora de teatro. Apenas!
Apresentação pra ficar na história de nossas vidas
Domingo tivemos um dia histórico nos 120 dias de Sodoma, uma das atrizes foi internada de última hora e tivemos a brilhante substituíção relâmpago de Andressa Cabral, que inclusive me emocionou com seu ballet da alma, lindo! Mas além desse fato, que foi inusitado principalmente porque nosso amado diretor está brilhando pela Alemanha com A vida na praça Roosevelt, tivemos outro acontecimento. Durante o espetáculo que já estava com duas substituíções, da Andressa e a da Aninha, que substituíra a própria Déda enquanto estiver na Alemanha, uma das atrizes começa a arder em febre e fica incapaz de continuar o espetáculo. Euforia, desespero, discussões e muito amor, demais!!! O camarim ficou uma loucura e resolvemos fazer sem ela e terminar o espetáculo lindamente! Todos unidos, pensando em quem poderia cobrir o quê? Quem poderia dar determinado texto e fazer tal cena. Tudo certo. E acreditem, o público nem notou, sabem por que? Porque o teatro é mágico, mas as pessoas que o fazem são muito especiais, amam muito o que fazem. Confesso que nunca imaginei passar por uma situação dessas, principalmente num grupo como os Satyros, a princípio fiquei passada com o acontecido, mas aprendi com Pablito, nosso presidente Curval, que o que aconteceu ali dentro, naquele domingo, foi lindo e que talvez não vivenciaremos outra situação como essa em toda nossa vida, mas a certeza que somos um grupo. Me emociono. Amo todos!!!